quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Imaculada Conceição

Hoje, dia de Nossa Senhora da Imaculada Conceição, queremos lembrar a sua assunção. Sim, pois depois de assunta aos Céus, a Virgem Maria é esta que está junto do Filho, na glória do Pai, intercedendo por cada um de nós.
O Papa Pio XII, em 1950, proclama o ‘Dogma da Assunção da Santíssima Virgem Maria’, que consiste no seguinte: “Cumprido o curso de sua vida terrena, Maria foi assunta ao Céu em corpo e alma”. Para dizer que: 1º) Maria tem especial participação na ressurreição do Filho – Ela está unida à glória do Filho; 2º) Ela é a antecipação da sorte dos eleitos – primícias e exemplo da Igreja.
Segundo a Tradição da Igreja, logo após a morte de Nosso Senhor Jesus Cristo, João a teria levado para morar com ele, assumindo-a como mãe, numa cidade chamada Éfeso. Todavia, antes de Maria vir a morrer – entenda-se esta morte não como consequência do pecado, pois Maria não pecou, o termo “dormição” é para dizer de uma morte diferenciada, não como qualquer morte fruto de pecado; a verdade é esta: Maria morreu – João a teria trazido para Jerusalém. Maria morre e é assunta em Jerusalém; pode-se dizer que ela tenha sido velada no Monte Sião, em Jerusalém, e levada para ser sepultada ao lado do Monte das Oliveiras, túmulo este que se encontra vazio – obviamente – e que pode ser visitado e visto até hoje.
A Santíssima Virgem Maria participa da Glória do Filho e é a antecipação da sorte dos eleitos; isso significa que já existe uma criatura ressuscitada no Céu em corpo e alma: Maria. Mas tudo isso devido ao fato de Deus tê-La preparado para esta missão tão linda e particular: ser a Mãe do Filho d’Ele. Todavia, houve uma colaboração e uma correspondência da parte de Nossa Senhora. Para dizer que ela é modelo de como ser Igreja.

O filho desgarrado



 Era uma vez, uma família muito rica: pai, mãe e três filhos. O pai era dono de uma grande fazenda, tinha muitos empregados, e tinha uma grande criação de animais. A mãe vivia tomando conta do lar. E os filhos só tinham a obrigação de estudar e obedecer às ordens do pai.
        O pai era um homem muito severo e religioso. Fora de casa tentava passar uma imagem de dedicação à comunidade, mas em casa era bem diferente: marido e mulher mal se falavam, e mal falavam com os filhos. Mostrava-se caridoso na vida pública, mas tratava mal seus empregados e as pessoas que lhe procuravam pedindo ajuda.
        A mãe vivia sua vida subordinada ao chefe da família. Não interferia nem nos seus negócios, nem na sua forma de agir em casa. Passava os dias num mundo à parte, fechada em suas rezas e orações.
        Nero era um dos filhos. Era muito tímido e triste, vivia isolado. Cresceu naquele ambiente de hipocrisia e falsidade. Seu pai era um homem muito difícil, sempre exibindo sua força e poder, ao mesmo tempo em que queria mostrar sua caridade e religiosidade. Aos seus empregados, filhos e esposa, ditava normas e regras. Em suas orações, era frio, sem sentimento...
        De criança tímida, Nero passou a adolescente trancado em si mesmo. O pai, muito envolvido na religião, na ganância e no exercício do poder, não observou o desenvolvimento do seu filho, e no tamanho da sua solidão.
        Certo dia, o pai foi avisado por um de seus empregados que seu filho Nero fora preso roubando uma ovelha de um pastor, próximo ao povoado. O rico fazendeiro pegou a sua caminhonete e saiu para a cidade disposto a punir o filho ladrão e castigar os que ousaram prendê-lo.
        Chegando ao povoado, se deparou com uma cena desconsertante: uma pequena multidão havia se juntado para ver o filho do fazendeiro amarrado em praça pública. O menino estava descontrolado! Gritava e se debatia enlouquecido, desafiando a autoridade dos policiais e do próprio pai. Logo, ele percebeu que seu filho havia tentado roubar para comprar drogas. O filho o enfrentava como um doido, dizendo coisas que ele nunca esperava ouvir.
        O pai mandou apenas que os policiais desamarrassem seu filho e o deixassem em paz. Assim que se viu livre, Nero saiu correndo e desapareceu. O rico fazendeiro, cabeça baixa, voltou envergonhado para casa... E no caminho, pensou no quanto desconhecia o próprio filho, que tinha abandonado à própria sorte. Foi neste momento que viu um pastor que havia deixado todo o seu rebanho de ovelhas, para correr em busca de uma que havia se desgarrado...
        No mesmo momento, ele deu meia-volta no seu carro e já ia voltando para o povoado, para resgatar o seu filho... Mas no meio do caminho para o povoado, percebeu que não tinha coragem suficiente para trazer o seu filho de volta... Parou o carro, e voltou sozinho para casa, com o eterno arrependimento pelo que poderia ter feito, mas não fez...

        Ficou triste com o final dessa estória? Então faça a sua ser diferente...

Fonte: Reflexões Bíblicas - Jailson Ferreira

7º Encontro: Sejamos ovelhas e seguiremos o Bom Pastor


Nesta nossa caminhada como cursilhistas, este foi o sétimo encontro e podemos observar que a cada reunião Deus quer nos dizer passo a passo como podemos segui-lho e ter uma vida feliz. Desde o primeiro encontro, já podemos sentir como Deus tem nos dado seus sinais. Tivemos uma bela e profunda reflexão no encontro desta terça-feira, onde no evangelho de Mateus: 18, 12 -14 - Ao proferir a parábola da ovelha perdida, Jesus diz para os seus ouvintes que um pastor ao contar o seu rebanho ainda no deserto, verificou que estava faltando uma ovelha de suas cem ovelhas . E nos perguntamos sobre essa reflexão; quantas vezes saimos do rebanho do Pai, nos desviamos, para viver outros caminhos? Quantas vezes deixamos o colo do Pai para sentirmos abraçado e  apostando nas pessoas e nas coisas do mundo? Quantas vezes fizemos sofrer aqueles que mais amamos? Quantas vezes fomos cruz na vida das pessoas? E mesmo assim o PAI nos acolhe e vai ao nosso encontro. Mas será que nós deixamos ser abraçados pelo PAI?

Jesus mostra então, que haverá grande regozijo no céu por um só pecador que se arrepende, de que para noventa e nove que não necessitem de arrependimento. Os noventa e nove já pertencem a Deus. Já fazem parte do seu gozo eterno. Mas aquela alma que está perdida e se arrepende, entregando-se a Deus, é motivo de muito gozo e alegria. Assim, como um fazendeiro se alegra ao encontrar uma ovelha que se perdeu do rebanho, Deus, o Pai Eterno, se alegra e se regozija ao encontrar um pecador perdido que se arrepende. Isto quer dizer que publicanos, pecadores e prostitutas, carecem da misericórdia e do amor de Deus.

E não se esqueça DEUS está de braços aberto a te esperar! Pense Nisso!!
.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Próximo Encontro: Ele espera por nós!!



Olá, pessoal!!

Nossa reunião, será nesta terça-feira, 07 de dezembro, às 20h00, na casa da Bernadete (Berê). Eu e Jesus esperamos por vocês!!!! Não faltem, esse encontro será apaixonanteeeeeeee!!!

Abraços decolores!!

Bernadete Seixas

domingo, 5 de dezembro de 2010

Definitivo



Definitivo, como tudo o que é simples.
Nossa dor não advém das coisas vividas,
mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.

Sofremos por quê? Porque automaticamente esquecemos
o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções
irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado
do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter
tido junto e não tivemos,por todos os shows e livros e silêncios que
gostaríamos de ter compartilhado,
e não compartilhamos.
Por todos os beijos cancelados, pela eternidade.

Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas
as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um
amigo, para nadar, para namorar, para rezar.

Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os
momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas
angústias se ela estivesse interessada em nos compreender.

Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada.

Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo
confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam,
todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.

Por que sofremos tanto por amor?
O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma
pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez
companhia por um tempo razoável,um tempo feliz.

Como aliviar a dor do que não foi vivido? A resposta é simples como um
verso:

Se iludindo menos e vivendo mais!!!
A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida
está no amor que não damos, nas forças que não usamos,
na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do
sofrimento,perdemos também a felicidade.

A dor é inevitável.
O sofrimento é opcional....

Carlos Drummond de Andrade

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

A beleza da amizade

 
Amigo autêntico educa pela palavra e pelo exemplo.
 
 
 
No conturbado mundo de hoje a ausência da verdadeira amizade é uma das causas de inúmeros males. É este laço sagrado que une os corações. Quirógrafo das almas nobres, é a afeição que fundamenta o lídimo amor, sendo este a própria amizade em maior intensidade.
Desde a mais remota Antiguidade o homem se interrogou sobre a essência da amizade. Filosofou sobre este aspecto da interação humana. Podemos dizer que a amizade é uma certa comunidade ou participação solidária de várias pessoas em atitudes, valores ou bens determinados. É uma disposição ativa e empenhadora da pessoa.

O valor da amizade foi revelado pela Bíblia: "O amigo fiel não tem preço" (Sl 6,15), pois "ele ama em todo o tempo" (Pv 17,17. "O amigo fiel é uma forte proteção; quem o encontrou, deparou um tesouro" (Eclo 6,14). "O amigo fiel é um bálsamo de vida e de imortalidade, e os que temem o Senhor acharão um tal amigo" (Eclo 6,16).

A função psicossocial da amizade é, assim, de rara repercussão. Ela é fator de progresso, pois o amigo autêntico aperfeiçoa e educa pela palavra e pelo exemplo; é penhor de segurança, uma vez que o amigo leal é remédio para todas as angústias, dado que a amizade é força espiritual. Entretanto, há condições para que floresça a amizade.

Pode-se dizer que são seus ingredientes: a sinceridade, a confiança, a disponibilidade, a tolerância, a compreensão e a fidelidade. Saint-Exupéry afirmou em sua obra "O Pequeno Príncipe": "És eternamente responsável por aquilo que cativas".

Na plenitude dos tempos Jesus apresentou-se como legítimo amigo. Ele declarou: "Já não vos chamo servos, mas amigos" (Jo 15,15) e havia dito: "Ninguém dá maior prova de amor do que aquele que entrega a vida pelos amigos" (Jo 15,13). Rodeou-se de pessoas, as quais se repletaram dos eflúvios de Sua bondade. Felizes os que O conheceram, como Lázaro, Marta, Maria, Seus amigos de Betânia; os Doze Apóstolos; Nicodemos; Zaqueu; Dimas, o bom ladrão; e tantos outros. É, porém, preciso levar a amizade a sério.

A Bíblia assegura que "O amigo fiel é medicina da vida e da imortalidade" (Eclo 6,16). Disse, porém, Santo Agostinho: "A suspeita é o veneno da amizade". Bem pensou, porque a amizade finda onde a desconfiança começa. O amigo é luz que guia, é âncora em mar revolto, é arrimo a toda hora. Esparge raios de sol de alegria, derramando torrentes de clarões divinos. Dulcifica o pesar. Tudo isso merece ser pensado e repensado. É essencial, todavia, meditar também sobre o ensinamento bíblico: "Quem teme a Deus terá bons amigos, porque estes serão semelhantes a Ele" (Eclo 6,17).

Texto: Cônego José Geraldo Vidigal de Carvalho*
*Professor no Seminário de Mariana durante 40 anos 
Fonte: www.cancaonova.com

6º Encontro: E você sabe o que quer? Seja pérola !

No sexto encontro do grupo " Unidos pela Fé", fomos recebidos com carinho e dinamismo por nossa colega Adriane, que preparou uma reflexão sobre a " Parábola da Pérola". O momento compartilhado por todos fez nos enxergarmos como devemos superar nossas dificuldades para trilharmos o caminho do Reino do Céu. Sabemos que não é fácil, porém, recompensador para aqueles que conseguir largar tudo que está ligado na Terra para viver o caminho do Senhor. Adriane também compartilhou com o grupo a leiutra do Evangelho de Mateus (13, 45-46). O texto a baixo segue um trecho a explicação e reflexão da passagem do evangelho.


"Eu fico tentando entender por que Jesus fez essa comparação do Reino dos Céus com o comprador que procura pérolas preciosas. Imagine: uma pessoa que tem como objetivo de vida comprar pérolas preciosas!!! Podem dizer muitas coisas desse homem, mas uma coisa é certa: esse é um homem que sabe o que quer!
        Certa vez, em uma de suas pregações, o saudoso Padre Léo falou deu um cachorro que ele tinha em uma de suas comunidades. Certa vez esse cachorro estava perseguindo um gato, e esse gato subiu em uma árvore. O cachorro ficou no chão, latindo, latindo, e quando viu que não adiantava latir, ele desistiu de latir, mas não desistiu de pegar o gato! Ficou lá no chão esperando o gato descer, ou alguém ir lá buscá-lo. E lá eles passaram horas, até alguém espantá-lo e tirar o gato lá de cima.
        A historinha é outro exemplo de determinação. O cachorro sabia o que queria: pegar o gato! O comprador de pérolas sabia o que queria: uma pérola preciosa! E você: o que você realmente quer da vida e faria qualquer coisa para conseguir? Qual é a sua pérola preciosa? Será que é uma pessoa? Dinheiro? Fama? Não se preocupe, pois não vou recriminá-lo(a). Quero apenas que você reflita sobre o que você mais quer da vida, e onde está concentrando suas forças.
        Quem não sabe para onde vai, nunca vai chegar a lugar nenhum! O maior índice de suicídios acontece entre pessoas que não tem objetivo na vida. Muitos são jovens riquíssimos, que já tem tudo o que gostariam de ter... Pergunte a ele: Qual a sua pérola? E ele vai responder: "Continuar vivendo assim pra sempre... Sem precisar me esforçar." Está morto por dentro...
        Meu irmão, minha irmã, tenha sempre uma meta na vida. Não importa a sua idade, seu estado de saúde, sua condição financeira... Procure a sua pérola preciosa! Se você for assim, como um comprador que procura pérolas preciosas, o Reino dos Céus é como você... Observe que o Reino dos Céus não é a pérola preciosa, mas é como o comprador! Então viva toda a sua vida como um comprador que procura pérolas preciosas. As pérolas estão espalhadas por todos os lugares, todos os dias, em todas as pessoas com quem convivemos... mas precisamos "abrir a concha"...
 Texto: Jailson Ferreira - reflexões liturgia diária