segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Para refletir: Minimamente feliz





A felicidade é a soma das pequenas felicidades. Li essa frase num
outdoor em Paris e soube, naquele momento, que meu conceito de
felicidade tinha acabado de mudar. Eu já suspeitava que a felicidade
com letras maiúsculas não existia, mas dava a ela o benefício da
dúvida.

Afinal, desde que nos entendemos por gente aprendemos a sonhar com
essa felicidade no superlativo. Mas ali, vendo aquele outdoor
estrategicamente colocado no meio do meu caminho (que de certa forma
coincidia com o meio da minha trajetória de vida), tive certeza de que
a felicidade, ao contrário do que nos ensinaram os contos de fadas e
os filmes de Hollywood, não é um estado mágico e duradouro.

Na vida real, o que existe é uma felicidade homeopática, distribuída
em conta-gotas. Um pôr-de-sol aqui, um beijo ali, uma xícara de café
recém-coado, um livro que a gente não consegue fechar, um homem que
nos faz sonhar, uma amiga que nos faz rir. São situações e momentos
que vamos empilhando com o cuidado e a delicadeza que merecem alegrias
de pequeno e médio porte e até grandes (ainda que fugazes) alegrias.

'Eu contabilizo tudo de bom que me aparece', sou adepta da felicidade
homeopática. 'Se o zíper daquele vestido que eu adoro volta a fechar
(ufa!) ou se pego um congestionamento muito menor do que eu esperava,
tenho consciência de que são momentos de felicidade e vivo cada
segundo.

Alguns crescem esperando a felicidade com maiúsculas e na primeira
pessoa do plural: 'Eu me imaginava sempre com um homem lindo do lado,
dizendo que me amava e me levando pra lugares mágicos Agora, se
descobre que dá pra ser feliz no singular: 'Quando estou na estrada    
dirigindo e ouvindo as músicas que eu amo, é um momento de pura
felicidade. Olho a paisagem, canto, sinto um bem-estar indescritível'.
Uma empresária que conheci recentemente me contou que estava falando e
rindo sozinha quando o marido chegou em casa. Assustado, ele perguntou
com quem ela estava conversando: 'Comigo mesma', respondeu. 'Adoro
conversar com pessoas inteligentes'
. Criada para viver grandes momentos, grandes amores e aquela
felicidade dos filmes, a empresária trocou os roteiros fantasiosos por
prazeres mais simples e aprendeu duas lições básicas: que podemos
viver momentos ótimos mesmo não estando acompanhadas e que não tem
sentido esperar até que um fato mágico nos faça felizes.
    

Esperar para ser feliz, aliás, é um esporte que abandonei há tempos. E
faz parte da minha 'dieta de felicidade' o uso moderadíssimo da
palavra 'quando'. Aquela história de 'quando eu ganhar na Mega Sena',
'quando eu me casar', 'quando tiver filhos', 'quando meus filhos
crescerem', 'quando eu tiver um emprego fabuloso' ou 'quando encontrar
um homem que me mereça', tudo isso serve apenas para nos distrair e
nos fazer esquecer da felicidade de hoje. Esperar o príncipe
encantado, por exemplo, tem coisa mais sem sentido? Mesmo porque quase
sempre os súditos são mais interessantes do que os príncipes; ou você
acha que a Camilla Parker-Bowles está mais bem servida do que a
Victoria Beckham?

Como tantos já disseram tantas vezes, aproveitem o momento, amigos. E
quem for ruim de contas recorra à calculadora para ir somando as
pequenas felicidades. Podem até dizer que nos falta ambição, que essa
soma de pequenas alegrias é uma operação matemática muito modesta para
os nossos tempos. Que digam.

Melhor ser minimamente feliz várias vezes por dia do que viver
eternamente em compasso de espera.
 
 


Leila Ferreira, jornalista

29º Encontro: Amor Fraterno


                                             Evangelho de São João – Capítulo 15

Este é o meu mandamento: amai-vos uns aos outros, como eu vos amo. Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a sua vida por seus amigos. Vós sois meus amigos, se fazeis o que vos mando. Já não vos chamo servos, porque servo não sabe o que faz seu senhor. Mas chamei-vos amigos, pois vos dei a conhecer tudo quanto ouvi de meu Pai. Não fostes vós que me escolhestes, mas eu vos escolhi e vos constituí para que vades e produzais fruto, e o vosso fruto permaneça. Eu assim vos constituí, a fim de que tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, ele vos conceda. O que vos mando é que vos ameis uns aos outros.
Aqui está o maior de todos os mandamentos: o amor. Desde o Antigo Testamento, Deus se comunica pelo amor. A existência do universo é uma prova de amor. A aliança é uma prova de amor. Os profetas que fazem com que a esperança continue viva são uma prova de amor. O Ágape divino é a razão primeira da existência do universo e da história.
                O amor não é uma imposição intrusa, externa. É uma condição própria do homem. O amor anima, isto é, dá alma à existência humana. O amor traz o significado à vida. Os gregos falavam dos três tipos de amor: Eros, Filia e Ágape. Eros é o mais aprisionado, brincalhão. Filia é amizade. E Ágape é divino. É amor que não exige retribuição. É puro. É livre.
                Em toda a história da salvação, percebemos o amor de Deus pelos seus filhos. A vida de Jesus é uma surpreendente história de amor. Um amor que primeiro cuida, depois orienta. É como a mãe que vê o seu filho machucado por ter quebrado a mesa de vidro. Primeiro ela cuida dos ferimentos, acalma o nervosismo, embala no colo. Depois orienta para que o erro não se repita.
                O amor cristão faz com que repitamos as primeiras comunidades que estão retratadas no inicio dos Atos dos Apóstolos. O Senhor ia reunindo mais e mais pessoas, e a Igreja ia crescendo porque eles se amavam. Aliás, os cristãos eram conhecidos pelos não cristãos pela seguinte expressão: “Vede como eles se amam”. E esse testemunho fazia com que mais e mais pessoas quisessem aderir ao cristianismo. O amor foi a principal virtude para que a Igreja, no inicio tímida e pequena, fosse angariando mais seguidores.
                Meus irmãos, não há nada mais bonito do que uma comunidade que se ama. Um padre se realiza como pastor quando vê o amor entre as suas ovelhas. Um pai se acalma quando percebe o amor entre os irmãos. Um amor que constrói, que edifica, que ilumina e supre tantas outras necessidades de que já falamos.
                A ausência de amor, ao contrário, traz os piores sentimentos. A inveja, o orgulho, a prepotência, o desrespeito, a injustiça. Quem ama é justo. Quem ama é verdadeiro. Quem ama é paciente. Lembremo-nos dos ensinamentos de São Paulo em sua carta aos Coríntios. O amor é ainda maior do que a fé e a esperança. O outro nome do amor é a caridade. A caridade não é Eros nem Filia. É ÁGAPE.
                Há um conto chinês que narra a história de um jovem que foi visitar um sábio conselheiro e lhe falou sobre as dúvidas que tinha a respeito de seus sentimentos por uma bela moça. O sábio escutou-o, olhou-o nos olhos e disse-lhe apenas uma coisa: “AME-A”. E logo se calou. O rapaz, insatisfeito, acrescentou: “Mas, ainda tenho dúvidas...”. Novamente, o sábio lhe disse: “AME-A”. E, diante do desconcerto do jovem, depois de um breve silêncio, continuou:
“Meu filho, amar é uma decisão, não um sentimento. Amar é dedicação. Amar é um verbo e o fruto dessa ação é o amor. O amor é um exercício de jardinagem. Arranque o que faz mal, prepare o terreno, semeie, seja paciente, regue e cuide. Esteja preparado porque haverá pragas, secas ou excesso de chuvas, mas nem por isso abandone o seu jardim. Ame, ou seja, aceite, valorize, respeite, dê afeto, ternura, admire e compreenda. Simplesmente: Ame! A vida sem AMOR... não tem sentido.”
E ainda prosseguiu o sábio:
A inteligência sem amor te faz perverso.
A justiça sem amor te faz implacável.
A diplomacia sem amor te faz hipócrita.
O êxito sem amor te faz arrogante.
A riqueza sem amor te faz avarento.
A docilidade sem amor te faz servil.
A pobreza sem amor te faz orgulhoso.
A beleza sem amor te faz ridículo.
A autoridade sem amor te faz tirano.
O trabalho sem amor te faz escravo.
A simplicidade sem amor te deprecia.
A lei sem amor te escraviza.
A política sem amor te deixa egoísta.
A vida sem AMOR... não tem sentido.

                O amor dá significado às relações. Tornamo-nos mais dóceis, mais inteiros, mais comprometidos com o outro. Enfrentamos a dor com mais grandeza. O saudoso Papa João Paulo II foi a grande prova de uma vida dedicada ao amor. O seu perdão ao homem que desferiu tiros contra ele foi comovente. Sua peregrinação pelo mundo foi em defesa da paz.
                Quando da celebração dos cinco anos de falecimento do Papa João Paulo II, o Papa Bento XVI disse que o seu antecessor era movido pelo amor a Cristo, a quem havia dedicado sua vida, um amor sobreabundante e incondicional. Disse Bento XVI: “ Foi precisamente porque se aproximou cada vez mais de Deus no amor que ele pôde tornar-se companheiro de viagem para o homem de hoje, derramando no mundo o perfume do amor de Deus (...) A progressiva fraqueza física, de fato, não corroeu jamais sua fé rochosa, sua luminosa esperança, sua fervente caridade. Ele se deixou consumir por Cristo, pela Igreja, pelo mundo inteiro: seu sofrimento foi vivido até o final por amor e com amor (...) esse amor de Deus, que vence tudo.”
                Há líderes políticos que conseguiram apreender essa lição. Gandhi fez uma grande peregrinação pela não violência. Comoveu uma nação. Jejuou. Tentou compreender as diferenças religiosas, tudo em busca de um mundo não violento. Parecia ingênua sua proposta de paz, mas o tempo provou que ele estava correto. Aquele homem franzino se fez gigante e poderoso pela grande causa que abraçou.
Nelson Mandela é outro exemplo de grandeza de alma. Ficou preso durante 27 anos e saiu da prisão disposto a amar. É dele esta preciosidade: “Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, ou por sua origem, ou sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender, e se elas aprendem a odiar, podem ser ensinadas a amar, pois o amor chega mais naturalmente ao coração humano do que o seu oposto. A bondade humana é uma chama que pode ser oculta, jamais extinta.”
                É preciso resgatar essa capacidade de amor. O ódio é uma forma mesquinha de resolver os conflitos. A violência real ou simbólica nos afasta de Deus e de nossos irmãos.
                Toda a lei se resume neste lindo ensinamento de Jesus: “Este é o meu mandamento: amai-vos uns aos outros, como eu vos amo”.
                Santo Agostinho filosofa, explicando esse mandamento:
Ama e faz o que quiseres. De uma vez por todas, uma pequena regra é exigida de ti: ama e faz o que desejas. Se tu manténs o silêncio, faz isso por amor; se gritas, faze-o por amor. Se evitas punir, faz isso por amor. Cultiva em ti a planta do amor, pois dela só poderá vir o que é verdadeiramente bom. Por amor.


Quem ama nunca faz o mal, e é para o bem que nascemos!
                                                                                                                                                                         Um abraço,


 João Paulo

segunda-feira, 25 de julho de 2011

sexta-feira, 22 de julho de 2011

28º Encontro: Perdão, um dos princípios do Reino

Leandro Carlos foi o responsável pela preparação da 28ª reunião do Grupo Unido pela Fé e levou como reflexão e discussão, mais uma vez o Tema PERDÃO! Esta é uma iniciativa que devemos praticar a todos os dias. Um tema forte, difícil mais lindo. È tão bom saber que somos amado por DEUS, e que a todo instante ele está olhando por nós, e que ELE nos ama e nos perdoa a todo instante.

 São Mateus nos fala sobre o perdão, e é Pedro quem vai iniciar a conversa ao perguntar: "Senhor, quantas vezes devo perdoar o meu irmão se ele pecar contra mim?" O apóstolo quer saber a quantidade de perdão que deveria dar.

Quantas vezes nós devemos perdoar ao nosso irmão? Quantas vezes devemos tolerar o pecado dos outros contra nós? Com sua pergunta, o apóstolo traz a Jesus a nossa humanidade. Cristo, então, conta a parábola do escravo, que não perdoou seu companheiro. Ele usa dessa narrativa para nos mostrar que o Evangelho não quer nos ensinar a quantidade de perdão que devemos conceder, mas quer nos falar do Reino dos Céus: “Porque o Reino dos Céus é como um rei que resolveu acertar as contas com seus empregados”. O Senhor nos pede que prestemos atenção ao rei, porque assim será feito no Céu. Não é uma parábola sobre os empregados, mas sobre o patrão.

A reflexão é do perdão, mas não só da remissão entre nós. Jesus relaciona o perdão vivido entre mim e você com o vivido entre nós e Deus. O Todo-poderoso vai além e se preocupa com a qualidade do nosso perdão. Ele se preocupa com que a remissão seja dada de coração.

Aqueles que experimentam o perdão se tornam apóstolos da misericórdia, porque fizeram a experiência de ser perdoados. Assim devemos nos preparar para o Reino dos Céus.

Jesus gastou a vida para nos ensinar como é Seu Reino, e a Palavra de Deus nos diz que se não perdoarmos de coração não vamos ser perdoados. Redimir-se não é se esquecer, mas é justamente por você se lembrar de que foi ofendido, assim é que se renova a sua disposição para dar o perdão.

A todo tempo nos ferimos e somos feridos, porque somos diferentes. Brigas e discussões acontecem a todo momento nas famílias, mas as famílias crescem quando aprendem a perdoar.

Só se pode perdoar quem fez algo a você. E um perdão dado de coração é uma semente do céu no seu coração. Se você não perdoar, não será perdoado.

Quantas pessoas já o ofenderam? Quanto mais pessoas tiverem ofendido você, mais perdão você dará e mais será perdoado por Deus.

Se o sofrimento é real em nossas vidas, Deus já deixou um remédio para cicatrizar as feridas: o perdão. A quem você precisa perdoar? Aquele que não merece o seu perdão.

Madre Teresa de Calcutá dizia que o amor só é verdadeiro quando começa a doer, pois o amor dói. Mas é melhor sofrer a dor de dar o perdão aqui do que sofrer a dor de ser condenado para sempre.


Transcrição e adaptação: Michelle Mimos Canção Nova - Bernadete Seixas


quarta-feira, 20 de julho de 2011

Campanha do agasalho: um gesto concreto

Mais um gesto concreto realizado pelos membros do grupo Unidos pela Fé, desta vez a iniciativa foi com o social,  através da Campanha do Agasalho, foram recolhidos diversas roupas e cobertas para serem doados para os mais necessitados como as entidades: Apromid, Vicentinos e para o Asilo. Durante a entrega foi notável perceber carinho e emoção de quem doa e quem recebe. "É bom saber que um pouco de outros pode ser muito para outros!!!!